Coluna Arte e Cultura: Villa Boa de Goyaz na linha do tempo


Com quase três séculos de existência, a Cidade de Goiás, antiga capital do Estado, continua encantando por sua cultura, costumes, pela arquitetura que conduz o visitante ao período áureo, uma viagem no tempo entre Minas de Goyaz, Capitania, Província do Império e Estado da República.

Caminhar pelas ruas de pedras é entrar em contato direto com a história vernacular, visualizar os monumentos e casas, é testemunhar ocularmente o colonial, o barroco, dentre outros, da lendária, misteriosa e cativante Cidade de Goiás.

Nasceu esta como Arraial de Sant'Anna, passou à Villa Boa de Goyaz, sendo depois elevada à cidade, com o nome de Cidade de Goiás.

Relembrar seu povo, seu cotidiano, suas particularidades, é firmar identidade, valoroso pertencimento. Rememorar o regionalismo de Hugo de Carvalho Ramos, os poemas de Cora Coralina, os contos de Octo Marques e tantos, tantos outros registros poéticos ou não, reais ou imaginários, é refrigerar a alma. Mesmo depois de peneirada, sacudida e explorada, sua vívida história continua como um rico filão de ouro para as gerações, um fino ouro de aluvião que não pode jamais ser levado para as terras de além mar.

Sim, aqui temos o canto das cigarras, a Serra Dourada, o Canta Galo, o Rio Vermelho, a arte de Goiandira ... sim, cantemos as noites goianas.

Certamente antigos viajantes como Auguste de Saint-Hilaire, dentre outros, jamais poderiam ter imaginado que um dia, na linha do tempo, aquela Villa, fosse ser aclamada, amada e visualizada como cidade patrimônio, patrimônio de toda a humanidade.

Por Marly Mendanha
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