Três hospitais do Estado de Goiás esgotam leitos de UTIs para COVID-19

Hospitais privados de Goiânia estão sem leitos em UTI para ...

De acordo com o portal da Secretaria Estadual de Saúde (SES), 3 hospitais estaduais geridos pelo Governo do Estado de Goiás encontram-se com todos os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) para COVID-19 ocupados na manhã do último domingo (05/07). São eles: o Hutrin, em Trindade, o Hospital Regional de Luziânia e o HCamp de Águas Lindas de Goiás.

Segundo dados, há 85,5% de ocupação de 135 leitos exclusivos para tratamento da doença causada pelo coronavírus Sars-CoV-2. Ontem, apenas 19 estavam disponíveis, sendo sete no Nasr Faiad, em Catalão, seis no Hugol, quatro no HCamp de Goiânia e dois no Hospital de Urgências de Anápolis.

Nos leitos de enfermaria, há 61,64% de ocupação, com 84 disponíveis. A grande maioria dos leitos clínicos disponíveis está no HCamp Goiânia (29) e no Huana (27). Em Águas Lindas, só restam 13 camas de enfermaria, enquanto há nove no Hugol. Em Luziânia, apenas três estão desocupados.

A subida exponencial da curva de casos de infecção pelo coronavírus também está pressionando a rede privada goiana. Segundo o boletim deste sábado da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade de Goiás (Ahpaceg), 83,9% das UTIs das 22 instituições filiadas em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde e Catalão, estavam ocupadas.

O cenário é mais dramático na capital. Das 96 UTIs preparadas para atender pacientes com Covid-19, há 91% de ocupação, com 88 já preenchidos. Todos os 107 apartamentos reservados também estavam cheios. No interior, ainda há 13 dos 35 leitos disponíveis (62,8% de ocupação) e 19 dos 37 apartamentos (48,6%).

Logo, diante a pressão que está sendo exercida sobre o sistema de saúde, autoridades a fizeram apelos à sociedade na tentativa de conscientizar sobre o avanço da doença.

Entre as autoridades, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), usou as redes sociais neste sábado (04/07) se dirigindo às mulheres: "É preciso que cada um faça a sua parte. Mas, neste momento, faço um apelo especial às mulheres: nos ajudem! Vocês são mais cuidadosas e, grande parte, chefes de família. São vocês que direcionam e colocam ‘juízo’ na cabeça dos demais. E não seja vítimas da ganância de alguns empresários que só pensam nos bolsos deles e se esquecem da saúde do trabalhador”.

Por Isadora Chaves
ASCOM - CNN
Info. Diário de Goiás


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