Em Jussara, reunião com ministério público comerciantes debatem flexibilização diante da pandemia



Uma reunião representativa do comércio, poderes executivo e legislativo, e Ministério Público foi realizada no Auditório do Fórum de Jussara com o objetivo de debater a possibilidade de flexibilização das ações de combate à pandemia da Covid-19 com liberação de atividades comerciais em Jussara, sexta-feira, 24/04.

Esta reunião faz parte de uma série de conversações durante a semana na Prefeitura e Câmara de Vereadores, com amplo debate em busca do retorno das atividades comerciais em Jussara, mas dentro das normativas legais de isolamento social impostas pelos decretos de Emergência Pública em Saúde da OMS, Governo Federal, Governo de Goiás, em especial com respaldo no disposto no Artigo 4º do decreto nº 9.653 de 19 de abril de 2020 publicado pelo Governo de Goiás que dá prerrogativas aos Municípios para a imposição de restrições adicionais ou flexibilização das existentes para a abertura de atividades econômicas no âmbito de suas responsabilidades sanitárias.


O promotor de Justiça de Jussara, Dr. Bernardo Morais Cavalcanti, conduziu a reunião parabenizando à prefeitura pela atuação no cumprimento das determinações de isolamento social impostas pela situação de Pandemia da Covid-19, mas fez relato com alerta acerca de cuidados para a preservação da vida mostrando a gravidade da contaminação pelo coronavírus no âmbito municipal, estadual e nacional.

O prefeito Wilson Santos mostrou a sua disposição pela abertura do comércio, mas com ações por parte dos comerciantes, funcionários e fregueses que garantam o enfrentamento à pandemia, sem aglomerações de pessoas, distanciamento e obrigatoriedade do uso de máscaras. “Defendemos a saúde da população e a abertura do comércio, mas não queremos fazer nada errado”, destacou o prefeito.

Também falou em defesa da abertura do comércio o vice-prefeito Jean Carlos, o presidente da Câmara Francisco Rebouças, os vereadores Wandersom Moreira, Cloves do Militão, Itamar Caiado, Idali Bontempo, e o presidente da CDL, Vanderley da Adrieny, todos pedindo flexibilização nas ações de isolamento social com abertura do comércio.

A secretária de saúde, Eliane Rebouças apresentou informações acerca das ações de combate e a situação da pandemia em Jussara. “Não tivemos nenhum caso de contaminação pelo coronavírus em Jussara.” Eliane entregou ao representante do Ministério Público, relatórios com informações técnicas, disponibilidade de testes, leitos com respiradores, recursos humanos e equipamentos de proteção individual, entre outras.

Eliane Rebouças informou que “a equipe da Secretaria de Saúde vai apresentar estudo técnico para análise do prefeito com grandes possibilidades de abertura do comércio a partir disto, mas sem estabelecer prazo para tanto.”

Dr. Bernardo destacou respeito à autonomia dos poderes na gestão da crise de Emergência em Saúde Pública, “respeitamos todos os poderes, não queremos usurpar o papel de ninguém”, mostrando que a “secretária de saúde vai fazer um estudo técnico e o prefeito vai tomar a decisão, mas se essa decisão sofrer muita pressão, não vai dar certo”, e advertiu: “As regras foram estabelecidas, não vamos deixar que a saúde pública da população de Jussara seja tratada dessa forma (sob pressão).” Mas ao final o promotor sinalizou pela abertura do comércio: “Acho sim que vai abrir o comércio, só não vamos impor data, senão vamos impor pressão no trabalho de pessoas que estão levando a sério a situação.”

Participaram da reunião o prefeito Wilson Santos, vice-prefeito Jean Carlos, presidente da Câmara, Francisco Rebouças Neto, presidente da CDL, Wanderley da Adrieny, promotor de Justiça de Jussara, Bernardo Morais Cavalcanti, secretária de saúde, Eliane Rebouças, os vereadores Itamar Caiado, Wanderson Moreira, Chiquinho da Nova Jussara, Eliene Arraes, Cloves do Militão, Tiago Carvalhes, Idali Bontempo, Wagner Corrotó, advogado Dr. Álvaro Brum, representantes da Polícia Militar, Associação de Feirantes de Jussara, de empresas do ramos das facções, rádio, farmácias, lojas de calçado e roupas, móveis e eletrodomésticos, e outros.

Por Nilson Almir
MTE-GO nº 3176
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