Empresas de Itapirapuã-GO já falam em demissão em massa se comércio não abrir


Empresários usam as redes sociais para reclamar das dificuldades na manutenção dos negócios por contas das paralisações impostas pelo isolamento social no combate ao coronavírus em Itapirapuã, quinta-feira, 26/03.

O empresário Gilmar Francisco de Aquino, dono de uma pequena empresa de panificação, mesmo em funcionamento, reclama da queda acentuada nas vendas principalmente por conta da suspensão das aulas, e anunciou a demissão de quatro funcionários, “se não reabrir o comércio, corremos o risco de falência, a folha já está no vermelho.”

A empresa Ellegant Semi Jóias anuncia que já está tomando providências para demitir 30 colaboradores logo de imediato.

"Acho que o poder público de Itapirapuã e do Estado de Goiás precipitaram na paralisação, fechando as empresas sem tomar conhecimento da nossa empresa que não é comércio de portas abertas e sim uma indústria na fabricação de semi-jóias."

Outro que reclama é o serralheiro Deri Antonio que instalou há trinta dias uma pequena lanchonete para a esposa trabalhar e assim complementar a renda familiar, mas que teve de fechar por conta da crise instaurada pelas ações no combate ao coronavírus. Deri reclama da presença de pessoas vindas de fora para a cidade, “pessoal de Goiânia está vindo para a cidade, parecem em férias, mas nós estamos impedidos de trabalhar. A quarentena não está sendo cumprida, os pais de família não podem trabalhar, mas o pessoal pode vir para cá fazendo um feriado na cidade.”

EMPRESÁRIOS DEFENDEM ALTERNATIVAS AO ISOLAMENTO SOCIAL PARA COMBATE AO CORONAVÍRUS

Cresce nas redes sociais as reclamações por parte de empresários pedindo a reabertura do comércio com adoção do “isolamento vertical” como forma de combater o coronavírus.

Medida seria solução mais suave para a pandemia de coronavírus, mas é baseada em estatísticas escassas e poderia jogar o mundo em colapso de saúde se falhar. Um grupo de cientistas tem desafiado a orientação majoritária entre os epidemiologistas e defendido que as medidas de distanciamento social da população contra o coronavírus sejam relaxadas e substituídas pelo isolamento de grupos específicos de pessoas, aqueles com maior risco de morrer ou desenvolver quadros graves: idosos, diabéticos, cardíacos e pessoas com algum comprometimento pulmonar.

Para esses epidemiologistas, os escassos dados disponíveis apontam que a doença não é tão devastadora para a população em geral e, por isso, seria possível contê-la sem enfrentar as massivas perdas econômicas que o atual modelo de contenção pode causar.

Por Gesy Chaves
Fonte: Noticiasaraguaia
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