A arte de refletir - Bispo Raimundo Aires

O Sumo Bem

Ao chegar um novo ano, quase todos são movidos a cultivar a expectativa de que dias melhores virão. O entusiasmo é tanto que muitos chegam a pensar ser a “virada”, como se costuma dizer, um infalível divisor de águas, quando as situações serão mudadas de forma quase automática. Os fogos de artifício se parecem a luminosas bênçãos que precisamos e auguramos às pessoas queridas, e por que não a toda a humanidade. De certa forma é bom que assim nos comportemos, visto ser isto um sinal de que não morreu a esperança, sem a qual nem mesmo poderemos vislumbrar um amanhã melhor, diferente. Todavia, queridos leitores, a realidade é que o 1º de janeiro não nos traz a segurança de que tudo irá transcorrer em total tranquilidade. Os dias nos reservam momentos variados, e ninguém está isento de ir do bom ao ruim em instantes. As pequenas ocorrências e os grandes acontecimentos nos espreitam, mesmo sem nossa percepção. Variadas situações permeiam o nosso cotidiano, levando muitos a pensarem não haver nenhum bem absoluto sobre a face da terra. Todo valor parece ameaçado por um contravalor, e todo bem sofre o confronto do mal. A vida é ameaçada pela morte, a saúde pela doença, a alegria pela tristeza, e assim por diante.

Por favor, não me tenham como negativo, pois só estou tentando mostrar o quanto somos vulneráveis. Assim, só Deus é o Bem Absoluto, a alegria sem sombras, a esperança sem medo, o porto seguro para os nossos corações aflitos, o nosso amanhã sem tenebrosas noites de incertezas.

Que Ele nos abençoe neste novo ano.

Bispo Raimundo Aires
Presidente da Igreja de Cristo de Goiás
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