Quem se importa?... Com José Maria (Pezinho)


O valor do amanhã:
a importância de se investir em educação.

             A história humana é pontilhada por algumas nobres atitudes de governantes que se destacaram como patrocinadores do conhecimento e das artes, como foram os casos clássicos do sábio rei Salomão, em Israel; de Péricles, na Grécia; de Ptolomeu, no Egito; dos imperadores César Augusto e Marco Aurélio, em Roma; do rei Dom Henrique, em Portugal; do rei Luís XIV, na França; de Maurício de Nassau e Dom Pedro II, no Brasil; dentre tantos outros.
              Sob a gestão destes grandes vultos políticos se presenciou o surgimento de escolas, universidades, academias de artes, museus, laboratórios, jardins botânicos e demais espaços de produção do conhecimento. Sem contar que o renascimento das ciências no mundo moderno, base de nossa tecnologia atual, não teria o mesmo progresso se não fosse a iniciativa de empresários, os ditos burgueses da época, que tiveram uma visão de futuro muito além de seu tempo e confiaram parte de seus investimentos no espírito criativo de professores e alunos que se esforçavam em novas pesquisas revolucionárias.
              Mecenas. Este é o nome dado aos comerciantes e industriais que, de alguma forma, se imortalizaram contribuindo com seus recursos para a evolução da sociedade, ao invés de focarem apenas no lucro imediato dos negócios.
               No entanto, nos últimos 50 anos o universo dos esportes acabou por seduzir os investidores e, a partir daí, uniformes de atletas se tornaram out-doors de diversas marcas de produtos. Afinal, um gol de placa prende mais a atenção dos consumidores que os resultados positivos de uma escola no IDEB ou no ENEM.
                Deveríamos, pois, nos atentar sobre uma certa estatística da Unesco que comprova que os países que se desenvolveram a partir da educação fizeram isso porque não possuíam muitos recursos naturais para oferecerem na economia global, como é o caso do Japão, Coréia do Sul, Bélgica, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Islândia e, mais perto de nós, Chile e Uruguai. E se a lógica tem sido essa, então está na hora de nossos capitalistas brasileiros reverem o tal conceito das ‘riquezas infinitas’ da terra, haja vista que as fontes já estão literalmente secando na forma de escassez de chuvas e, consequentemente, menos energia hidrelétrica, menos alimentos, menos madeira e, é claro, menos lucro.
                 Quando a base de nossa economia era o café os fazendeiros tinham a paciência e zêlo de esperarem no mínimo 5 anos para colherem o primeiro retorno. Cinco anos... em apenas três anos um jovem pode fazer o Ensino Médio em Período Integral, se dedicando com exclusividade aos estudos, e assim poder se preparar para tirar boas notas e entrar nos melhores cursos nas melhores faculdades, garantindo um mercado de trabalho devidamente suprido com profissionais locais qualificados e preparados.
                  E quando desenterramos a incômoda informação de que algumas pessoas podem chegar a gastar com um cachorro de raça, no prazo de uma década, algo em torno de R$70.000,00 (setenta mil reais) com ração, vacinas e demais cuidados veterinários, enquanto que alguns cidadãos (como eu mesmo, no final dos anos 90) não desembolsaram nem a metade deste valor pra pagar a própria faculdade, tendo que trabalhar e estudar ao mesmo tempo, nos lembramos então daquela música dos anos 80: “Troque o seu cachorro por uma criança pobre”.
                   Ou melhor: troque um pé de café ou uma cabeça de gado por uma bolsa de estudos para um aluno de baixa renda, e assim tire este jovem do subemprego para que ele possa investir num futuro acadêmico mais digno.
                    Pense bem, irmão empresário. Não importa o tamanho de seu empreendimento. Invista em gente também. Adote um aluno adolescente. E seja um mecenas, um padrinho, um cristão prático, enfim, alguém que faça a diferença.
                    E perto de você pode haver uma instituição de ensino com esta mesma visão e necessidade esperando sua visita.

Por José Maria
Porfessor e Sociólogo

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