Coluna Vivendo Saúde - Dra. Daíne Vargas Couto


Obesidade

          A obesidade é caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal e pode acarretar graves problemas de saúde e levar até a morte. O Brasil tem cerca de 18 milhões de pessoas consideradas obesas.
        O diagnóstico pode ser feito por várias maneiras, sendo o mais conhecido o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Ele é feito da seguinte forma: divide-se o peso (em Kg) do paciente pela sua altura (em metros) elevada ao quadrado. Quando o resultado fica entre 18,5 e 24,9, o peso é considerado normal. Entre 25,0 e 29,9, sobrepeso, e acima deste valor, a pessoa é considerada obesa.
          As causas da obesidade são múltiplas e depende da genética, dos maus hábitos alimentares ou de distúrbios endócrinos.
          A obesidade é fator de risco para uma série de doenças, o que faz com que tenham uma diminuição muito importante da sua expectativa de vida. O obeso tem mais propensão a desenvolver problemas como hipertensão, doenças cardiovasculares, doenças cérebro-vasculares, dislipidemia, diabetes tipo 2, intolerância à glicose, apnéia do sono (“roncos”), artrose, pedra na vesícula, artrite, cansaço, refluxo esofágico, tumores de intestino e de vesícula, depressão. Nas mulheres ainda podem ocorrer distúrbios menstruais e infertilidade, e nos homens, perda da libido e problemas de ereção.
            A base do tratamento inclui a reeducação alimentar e atividades físicas. Devem-se consumir alimentos menos calóricos, aumentar a ingestão de alimentos ricos em fibras e respeitar os horários das refeições. A atividade física visa gastar a energia acumulada do organismo na forma de gordura e também diminui o apetite e melhora a auto-estima. Depois de verificar se a pessoa está em condições adequadas de saúde para a prática de exercícios, o ideal é que ela caminhe 50 minutos quatro vezes por semana.
        Em alguns casos é preciso utilizar medicamentos ou optar pela cirurgia. A utilização de medicamentos deve ser realizada com cuidado. Cada medicamento apresenta diversos efeitos colaterais, alguns bastante graves como arritmias cardíacas, surtos psicóticos e dependência química. Por essa razão devem ser utilizados apenas em situações especiais de acordo com a orientação de um médico. 

Dra. Daíne Vargas Couto
Médica Dermatologista
CRM 15012 RQE 9198

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