Coluna Pensando Bem... Com Prof. Dalvan Cardoso

Ainda hoje procuro pelo novo anunciado na Educação Goiana...Mas sinto orgulho de uma parcela significativa da categoria que represento.

Enquanto o liberalismo político clássico colocou a educação entre os direitos do homem e do cidadão, o Neoliberalismo, segundo Tomas Tadeu da Silva, promove uma regressão da esfera publica, na medida em que aborda a escola no âmbito do mercado e das técnicas de gerenciamento. Esvaziando assim o conteúdo político e conseqüentemente o resgate da cidadania. (www.vestibular1.com.br)
Sabe se que a educação foi e continua sendo uma das plataformas eleitorais. No entanto o que temos percebido em meio a um discurso camuflado chamado de pacto pela a educação, na verdade pacto feito entre técnicos e economistas aos professores repassados em formas de reuniões coletivas com o discurso que estavam sendo chamados para ouvi-los. È a volta a uma educação gerencial e tecnicista aos moldes da lógica do mercado. Alvo de constantes criticas de pensadores e educadores Brasileiros.

A educação neoliberal tem como um de seus focos a aposta em resultados numéricos com fins de atender aos interesses do mercado e de dar falsas publicidades a atos de governos. Com sua previsível lógica de produzir mais, com menos custo, não com objetivo de reparar as desigualdades, mas de gerar excedentes e alargar as divisas existentes entre os que têm tudo e os que não têm nada. Daí o porquê de apostar numa política de estimulo a competição, e a supostas políticas de abonos e mérito invés da valorização de direitos constitucionais e socialmente garantidos por uma política de estado permanente versos benefícios condicionados em critérios criados em reuniões de gabinetes.

Interessa passar a imagem de que o governo faz muito pela a educação. Contudo não levam em consideração as peculiaridades regionais e o baixo poder aquisitivo daqueles que na lógica do mercado passa ser clientes cuja qualidade do serviço depende de quanto pode pagar por ele. E talvez da sorte em conseguir deixar para trás alguns de seus concorrentes.

Daí é preciso apostar todas as fichas no estimulo da competição entre profissionais e os próprios alunos. Como se o segredo do nosso sucesso é derrotar aquele que divide o espaço no trabalho cotidiano.

Focados na política competitiva talvez esqueçamos o estado como responsável para buscar mecanismos de superação e equalização das desigualdades existentes.

O tecnicismo deixa-se transparecer no desrespeito a experiência dos profissionais que além de formados para o exercício da docência tem suas opiniões alicerçada na relação direta que estabelece entre professor aluno, no continuo exercício da PRAXIS educativa.

Quase sempre essas políticas rasteiras tentam nos induzir a seguir formas e formulas recopilada por técnicos, metidos a educadores. Obedientes e talvez conhecedores da política de mercado, mas incapaz de compreender uma educação que ultrapassem as barreiras dos números.

Com o discurso de inovação esta recheada de técnicas ultrapassadas engessamento do processo avaliativo, escolha de um caminho que na pratica deveríamos negar.

Mas entre umas e tantas outras decepções em função do caminho escolhido na gestão da educação Goiana.

Às vezes nos encontros que realizamos sentimos orgulho de perceber que em parte nossos professores ainda que mostrando um certo desanimo. Demonstram em suas falas um elevado nível de consciência abordando temas com profundidade de quem sabe o que quer,e sobretudo ainda que demasiadamente obediente são profundo sabedores que uma educação verdadeira não pode ser fruto de vaidades, tapeações, e políticas de governos passageiras com objetivos pré-definidos. Pobres no aspecto do respeito a autonomia profissional,limitada a uma política numérica.

Na verdade ainda que submetido a regras que denota um elevado grau de imbecilidade de seus impositores, esta atento a não permitir que suas consciências criticas se ofusquem para uma falsa cultura de desempenho.

Sabem que fazer melhorar os índices com apostas em números de avaliações recorrentes, que se adaptam ao nível do pouco ou do mais saber do aluno é talvez a tarefa mais fácil.

Difícil é pensar, até quando o governo entendera que o seu papel não é de gerenciador das diretrizes das políticas educacionais.A estes cabem a tarefa de financiá-las,através dos recursos destinados,cobrar resultados através de mecanismos de avaliação em tempo certo sem sufocar o desenvolvimento do ensino recorrente nas escolas.Sem querer traçar uma política paralela como se Goiás não tivesse dentro do sistema de avaliação brasileiro.Sem brincar com a inteligência dos profissionais na tentativa de forjar a opinião publica contra o suposto bom ou mau desensempenho da categoria.

E acima de tudo compreender que economista tem uma linguagem bonita e atraente quando o assunto é mercado,economia,exedente,lucro,competição imposição e regras.Mas que seus discursos se esvaziam ao se tratar da complexidade da formação humana,do investimento cujo retorno é mentalidade critica e saudável,é cidadania includente,é o resgate daqueles que a política rígida e pouca humanizada do mercado abandonou,deixando a mercê da sorte e das circunstância.

É inclusão do aluno que precisa ser premiado não porque tirou a melhor nota nas provas de competição, exatamente porque não tirou e precisa ter sua auto-estima melhorada para acreditar em si e numa política de superação.

Premiar os mais fortes é talvez a política mais atrasada, antiga e covarde de todos os tempos. È o jeito Romano de não fazer nada em favor dos excluídos. Garantindo competição ,luta vingança entre os oprimidos enquanto os opressores continuam assistindo as lutas do lado de fora da arena.

Nosso grande e maior desafio é encontrar uma política que premia os socialmente excluídos, pelo mercado,os que suas auto-estimas estão dilaceradas e entregue ao destino!!!!

Por Dalvan Cardoso: Vereador, Professor e Vice-Presidente do PMDB – Faina.

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