26/11 - 1432h - Coluna Econômica - Economia Pessoal (controle das finanças)


Aproxima-se o Natal, ocasião que muitos não se lembram do significado religioso da data, prendendo-se somente a um lado material que é estimulado pelas lojas que lhes oferece crédito fácil. Mas ao lado de milhões de brasileiros “com a corda no pescoço”, há um grupo que gasta menos do que recebe, com disciplina e planejamento. Eles não estouram o cartão de crédito, nunca entram no cheque especial e não sabem o que é ter o nome inscrito na lista negra dos cadastros de inadimplentes. Eles fazem parte de um grupo de brasileiros que consegue chegar ao final do mês com o orçamento em dia e ainda com sobras. Assim conseguem realizar mais facilmente os seus sonhos e viver longe dos problemas financeiros. A regra seguida à risca é não comprometer mais do que 30% da renda líquida com prestações de qualquer natureza (imóvel, carro, cheques pós-datados, carnês de lojas e compras parceladas no cartão de crédito). Aqui apresento algumas “dicas” para se manter no “azul”:

1) 1) Tenha um planejamento. Elabore um orçamento doméstico e defina suas reais necessidades. Os gastos têm de ser compatíveis com sua renda líquida, sem incluir o limite do cheque especial ou do cartão. Quem gasta mais do que ganha por mês corre o risco de cair em duas armadilhas: a primeira é ter o nome negativado em cadastros de maus pagadores; já a segunda é ter de recorrer a empréstimos, assumindo gastos com juros altos. Cuidado com o entusiasmo de fim de ano! Lembre-se de guardar dinheiro para o início do outro ano, como para matrícula escolar, material escolar, IPTU, IPVA, seguro obrigatório etc.

2) Estabeleça as reais prioridades. Quem já estiver endividado deve cortar luxos e reduzir gastos desnecessários. Diminua a conta do celular, renegocie suas dívidas, contenha-se. Utilize a sua restituição do Imposto de Renda para reduzir as dívidas. Se não tiver condições de viajar, fique em casa, celebre o Natal e o Ano Novo simplesmente, mas não contraia novas dívidas. Cuidado com as ofertas do comércio, eles só visam lucros, por isso facilitam cadastro de clientes.

3) O cheque especial é um vilão, funciona como um redutor do seu salário. Assim que receber seu salário, uma parte já vai ser descontada para cobrir o vermelho. O cheque especial é a modalidade que concentra, ao lado do crédito rotativo do cartão, os juros mais altos praticados no mercado. Lembre-se que ainda que você pague a fatura cheia do cartão, evitando entrar no crédito rotativo, deve ficar atento às taxas cobradas pelo emissor, como anuidade e manutenção. Evite pagar somente a fatura mínima do cartão, pois o que pode parecer um bom negócio é estar postergando uma dívida para o mês seguinte, além de entrar em uma modalidade de financiamento chamado “rotativo” que chega a cobrar juros até 600% ao ano!

4) Também evitem financiamentos longos porque eles embutem custos maiores. Dependendo do número de parcelas e dos juros embutidos, o tomador pode chegar a pagar até quatro vezes o valor inicial do bem. Programe-se. Se estiver devendo, procure seu credor e renegocie. Isto porque com a queda das taxas de juros promovida pelos bancos públicos e privados, ficaram melhores as condições de financiamento. Assim, procure seu gerente e tente renegociar débitos antigos, que eram mais caros. Se não for possível, leve essas dívidas para um banco que lhe ofereça condições melhores de quitá-las.

5) Antes de fechar um financiamento com uma instituição financeira, certifique-se que as condições que você conseguiu em relação a juros, taxas e prazo de pagamento são as melhores possíveis oferecidas pelo mercado. Contratar um empréstimo caro pode fazer com que você não tenha condições de honrá-lo no futuro. E sempre que for efetuar uma compra, tente negociar uma melhor condição de pagamento. Uma boa opção é tentar conseguir desconto pagando à vista: insista neste ponto. Mas sempre se lembre: jamais comprometa mais de 30% de sua renda líquida.



Se possível, releiam meus artigos publicados nas edições de maio, junho e julho de 2012, sob título “Finanças Pessoais (controle / capacidade de endividamento etc.) Partes I, II e III” respectivamente. Podem ser acessados pela internet, www.jornalclassifique.com, clicando no título “Economia”.



Colaboração enviada pelo Economista Sr. EUGÊNIO L. JARDIM (CoREcon - DF),
que também é produtor rural em Goiás – GO (sócio AGCZ / ABCZ)

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