20/11 - 22:30h - Coluna Economia Rural / Agronegócio (o “marketing” - 3a. parte)


Na edição de outubro último, abordei quatro pontos muito importantes para fazer “marketing” em agronegócio, que são: a qualidade da informação, a criatividade estratégica, a necessidade de uma visão totalizante e a chamada análise sistêmica de marketing em agronegócio, não importando em que ponto da cadeia você esteja atuando.

    É fundamental percorrer todos os fatores do modelo de Análise Sistêmica adotado, bem como é importantíssimo detectar em que momento está a cadeia do complexo de agronegócio do produto analisado. Os pontos fracos da cadeia produtiva podem estar em qualquer um de seus elos, que são:
a)    no “antes da porteira”, com problemas de tecnologia agronômica, genética, insumos, bens de produção etc. (são os insumos e equipamentos);
b)    no “dentro da porteira”, com aspectos de baixa competitividade natural (a produção rural propriamente dita);
c)    ou no “pós-porteira”, na decadência tecnológica da indústria e distribuição, em atitudes predatórias de curto prazo ou em aspectos estruturais do custo Brasil (processamento, agregação de valor e distribuição de alimentos, fibra e energia).

    A verdade é que se faz pouca coisa com a fotografia do presente. Ela vale apenas como um flash do momento. O que é vital no processo de análise para planejamento é a viagem ao futuro e o olhar abrangente sobre os segmentos e seus movimentos dentro do todo.

    Compreender aquilo a que o consumidor, psicologicamente, pode dar valor, é essencial para a análise cada vez mais segmentada da economia. É importante alertar também para os ciclos de oferta, demanda e preços de commodities. Os preços sobem, commodity vira onda internacional, há euforia, todos os agentes do complexo ganham um bom dinheiro e o setor acaba sendo tomado por uma forte atratividade, chamando novos concorrentes ao ramo.

    Quando há mais agricultores plantando, mais plantas industriais em atividade e mais produtos, o resultado tende a ser uma reversão do cenário positivo anterior, com o início de um ciclo de baixa. A oferta supera a demanda, agentes se destroem ao longo da cadeia e há uma depuração do setor, com uma reorganização em patamares tecnológicos e de gestão mais elevados do que os anteriores. Essa é uma seleção natural que vai deixando apenas os mais bem preparados, os capazes e, talvez, os com alguma sorte.

    A grande diferença do planejamento hoje em dia (comparado ao de 10 ou 20 anos atrás) é a velocidade. Tudo muda e mudará muito mais rapidamente do que antes. Se o planejador não estiver pintando o quadro do futuro, ao final do clique de sua fotografia do presente ela já irá para o acervo do museu empresarial: será passado. Hoje o futuro torna-se presente com uma velocidade estonteante e o presente não existe, é passado!! São muitas as invenções e inovações com a alta tecnologia que jamais poderemos trabalhar na mesmice, ou seja, temos de inovar sempre para sermos competitivos.

    Com base na visão empresarial moderna, a Abaq - Associação Brasileira de Agronegócio criou e desenvolveu a Agrishow - Feira Internacional da Tecnologia Agrícola em Ação com outras entidades, incluindo a Abimaq - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, a Anda - Associação Nacional para a Difusão de Adubos, e a SRB - Sociedade Rural Brasileira. Falarei mais sobre a Agrishow em outra edição.

Colaboração enviada pelo Economista Sr. EUGÊNIO L. JARDIM (CoREcon - DF),
que também é produtor rural em Goiás – GO  (sócio AGCZ / ABCZ)

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