08/11 - 22:00h - Coluna Pensando Bem... Com Prof. Dalvan Cardoso

Para que serve o poder?

Maquiavel dizia que o homem aspira ao poder por duas questões básicas, ambição e necessidade. Leonardo Boff na versão primeira do livro “Jesus cristo o libertador” afirma que ouve equivoco na interpretação do poder ensinado por cristo.

Ele ensinou exerce-lo com base no principio da hierodulia(crescer para servir).Enquanto a sociedade focada numa teologia de fundo capitalista criou a hierarquia(o individuo luta por um espaço de poder, porque ambiciona ser servido).

No primeiro caso atenta-se para o fato de que num sistema de organização politica semelhante ao nosso. A necessidade de satisfazer o outro e não a nos, seja um dos bons motivos pelo qual o poder deva ser aspirado. É preciso haver sintonia entre a aspiração e a disposição que deve ir para além dos discursos.

Pois não se conhece um homem quando este procura o poder, suas ações passam a girar em torno de seu desejo e não a partir daquilo que ele é.

Procura ser agradável e passar a melhor imagem possível. Eis a razão da hipocrisia quase generalizada em parte de nossas organizações institucionais. Buscar segurança em nossas escolhas é atentar para o fato de que o homem que busca o poder precisa ser reconhecido pelos traços de comprometimento de partilha e de humanidade que ele possui. O verdadeiro carisma não restringe aos fingidos abraços dados e os famosos tapinhas nas costas em períodos eleitorais, más num comportamento permanente, de dividir e partilhar com o outro, permitir que ele esteja próximo e faça parte.

A filosofia talvez tenha sussurrado aos nossos ouvidos dizendo que uma sociedade para desenvolver não precisa de heróis e nem de escravos de supostos discurso de falsa moralidade e de indivíduos cujo jeito de viver apresenta se superiores aos outros.

A historia de nossas lideranças precisa misturar-se a historia de nosso cotidiano, quanto mais nos entendermos e nos colocar a altura de nossa realidade mais chance teremos de colocar o poder seja ele pequeno ou grande a serviço da vida.

Advertiu-nos Ulisses Guimarães “é preciso ouvir as vozes roucas da rua”. Entender o poder como serviço, é entender-se fora da prepotência e da arrogância, é sair do eu faço para o nos fazemos, do eu sei para o nos sabemos. É acreditar na divisão do lucro por mais que este seja pequeno, é entender que a lealdade produz no homem o sabor da dignidade, é dialogar de forma permanente com os amantes da vida. É compreender o que diz Sócrates o aprimoramento da justa democracia depende da partilha dos bens participáveis (ideias) e dos bens partilháveis (bens e serviços).


Professor, Pedagogo, pos-graduado em   Metodologia de pesquisa, aluno/monitor, curso
Bacharel em teologia na Igreja Ass.de Deus, Vice-presidente do PMDB de Faina.

  
 

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