09-10 - 16:00h - Cara a Cara - Coluna de Entrevista

O Cara a Cara desta edição, traz para você o pensamento de um homem que tem suas raízes na cidade de Goiás e mantém aqui seu plantel bovino do tabapuã. Ele nos fala sobre a administração municipal, qual sua visão da cidade de Goiás como alguém que circula nos mais diversos pontos turísticos do país, e o que acha do comércio local já que assim como todo vilaboense necessita do mesmo para abastecer sua propriedade.

JClassifique: Como produtor rural bem antigo, detentor de um rebanho Tabapuã conhecido como muito bem qualificado, como o Senhor vê a atual estrutura do Município de Goiás em termos de desenvolvimento?
    Eugênio Jardim: Sempre há muito que se pode fazer em qualquer região do País, nada está completamente perfeito. Não haveria progresso se as pessoas não atuassem procurando novas descobertas, aperfeiçoando e ampliando o já existente. É questão de se unir forças, de haver uma mobilização geral independente de partidos políticos, que o povo realmente queira dar as mãos e partir para novos desafios.

    JClassifique: Em sua opinião, quais os principais pontos a serem melhorados?
    Eugênio Jardim: São muitos, e vou relacionar alguns resumidamente esperando que me entendam.
    Vamos lá:

    - Parque Agropecuário
    a) Promover-se boas exposições, onde realmente seja um parque educativo e não de diversões. Qualificar. Valorizar os criatórios tradicionais de todas as raças que divulgam o município (por exemplo, a marca EJ, que atualmente é minha, data de 1908 quando foi registrada pelo meu Avô Eugênio Rodrigues Jardim; o rebanho Tabapuã teve início em 1972 por iniciativa de meu Papai José Torquato Caiado Jardim, filho de duas tradicionais famílias de Goiás - GO etc.). Na raça Nelore, destaque para o Dr. José Afonso de Siqueira.
    b) Utilização do parque para cursos e eventos como:
    b.1) Adestramento e preparação de animais (doma, casqueamento, postura, desfile etc.);
    b.2)  Inseminação artificial;
    b.3) Dia de campo (falar com a ABCZ / GYN, além da AGCZ e outras entidades do ramo);
    b.4) Leilões periódicos valorizando os produtores do município, principalmente os tradicionais. É de se admirar que quem tenha criatório de gado selecionado tenha de vender para outros municípios já que os locais não valorizam raça, só observam preço!
    b.5) Saber organizar os eventos, pois marcar e desmarcar só leva ao descrédito da administração. Consultar os tradicionais produtores do município com a necessária antecedência inclusive antes da elaboração do calendário goiano.
    Cabe lembrar que o Parque Agropecuário tem alto capital lá investido e não deveria ser sub-utilizado como até então tem sido. Necessita reparos há anos.

    - Sistema educacional
    a) Filhos de Goiás estudam fora e, na sua maioria, não voltam. Muitos vão diariamente a outros municípios estudar em outras faculdades as quais, em muitos casos, estão pessimamente classificadas no ENADE.
    b) Reciclar professores valorizando tão nobres e importantes profissionais, mas também adequar as escolas à modernidade com equipamentos super-atualizados. Procurar recursos estaduais e federais.

    - Turismo
    a) Criar-se um verdadeiro posto de atendimento ao turista onde folhetos informativos sejam distribuídos gratuitamente com dados de locais a serem visitados, horários, mapa direcionando acesso etc. Temos diversas cidades do Brasil com excelente estrutura, é só seguir os exemplos.
    b) Faltam placas indicativas de pontos turísticos, hotéis etc.
    c) Gastronomia: faltam bons restaurantes de todos os gêneros. Não se pode considerar restaurante localizado em posto de abastecimento! Qual turista se sentirá bem tendo sua refeição sentindo cheiro de combustíveis e lubrificantes, fumaça de caminhões?
    d) Treinamento de pessoal: é baixa a qualidade de atendimento e trato com as pessoas de fora. Aliás, de uma maneira geral o povo vilaboense é tido como agressivo com pessoas de outras localidades, já ouvi muitas queixas e penso que pode ser uma falta de entendimento simples de se resolver. Se quisermos uma cidade turística, devemos adequá-la para tal.
    e) Em termos de organização turística, sugiro visitarem a querida Pirenópolis - GO bem como as tradicionais cidades de Minas Gerais (Ouro Preto, Ouro Branco, Mariana, Sabará e Tiradentes), ou irem até Paraty - RJ. Todas elas possuem uma rede hoteleira bem superior a de Goiás-GO.
    f) Sabermos atrair mais os turistas para o Festival de Gastronomia. Observemos Pirenópolis - GO que desenvolve altíssima qualidade em tal evento.
    g) Reorganizar no Patrimônio Cultural com mais clareza. Por exemplo:
    g.1) Em Paraty - RJ toda a área central é permanentemente fechada com correntes, veículos particulares não circulam. Daí é que conseguem manter os pisos das ruas nivelados;
    g.2) Não entendo porque abriram uma porta que nunca existiu na casa atualmente ocupada pelo escritório da Celg! Aquela casa era de propriedade de parentes meus há anos, e todos meus ancestrais bem idosos sempre afirmaram que nunca houve aquela porta! Por que o Patrimônio foi alterado? Assim como outras propriedades particulares no chamado Centro Histórico que foram modernizadas!! Qual o critério?
    g.3) As ruas do Centro Histórico deveriam ter sido mantidas em sua maioria no sistema de “V” porque assim era no passado. Eu mesmo lembro-me das enxurradas centrais nas ruas, e gente que hoje tem mais de 100 anos de idade me afirmou várias vezes, que nas recuperações alteraram o original.
    g.4) Nossa Cidade recebeu o título de Patrimônio Mundial por esforço do Governador Marconi F. Perilo Júnior. Era um anseio populacional. No entanto, hoje vejo verdadeiras mutilações destruindo, por exemplo, a iluminação pública perto da Prefeitura! Por que não recuperam? Quem destruiu? Vamos conscientizar nosso povo vilaboense para manter e até fiscalizar um Patrimônio que é nosso, do povo?
    g.5) Manter a Cidade mais limpa, mas cabe ao povo não jogar lixo em locais inadequados.
 
    h) Se hoje temos o FICA em Goiás-GO é também graças ao Sr. Marconi Ferreira Perilo Júnior, nosso Governador pela terceira vez. Deixemos a política de lado, todavia devemos valorizar mais o evento pois corremos o risco de perde-lo por falta de estrutura na Cidade. Gostem ou não, Pirenópolis - GO tem uma rede hoteleira muito superior assim como também a rede gastronômica. É necessário parar com o “não me toques”, aceitar as críticas construtivas e investir muito na estrutura.

    i) Já encaminhei muitos turistas para Goiás-GO, e sempre me perguntam o que fazer aos domingos. Isto porque é comum o comércio já estar fechado! Ora, o repouso semanal em cidade turística normalmente não é aos domingos, dia de receber os visitantes que justamente levam divisas ao Município!

    - Detran
    a) Organizar o trânsito para todos na forma da Lei;
    b) Falta sinalização eficiente, o tráfego nas ruas necessita ser repensado;
    c) Não há vagas para idosos e deficientes, apesar das leis federais assim o determinarem;
    d) Proceder-se à blitz de verdade, não “implicando” com carros licenciados em outras cidades (já senti tal problema), observando-se a grande quantidade de veículos que deveriam estar detidos por falta de condições de circularem, há muitos inabilitados (sem CNH) circulando tranquilamente porque dizem estar sob a proteção de policiais amigos etc. (será verdade?);
    e) Falta termos um Detran com verdadeiros exames médicos e práticos para a CNH, médicos residentes em Goiás-GO é que deveriam ser credenciados, e mais de um com tal certificação, e atendimento diário;
    f) Falta termos um Detran que receba encaminhamento de recursos e os encaminhe para a Junta em GYN, não tem cabimento o interessado ter de se deslocar até a Capital só para protocolar um requerimento;
    g) Em tempo, se possível seria ótimo termos um policiamento melhor inclusive nas rodovias.

    - Infraestrutura básica
    Para a instalação de indústrias como muitos dizem desejar, é prioritário termos eletricidade e água. Sim, porque em termos de eletricidade vejo como falta energia elétrica na área rural, basta caírem raios (descargas elétricas) ou chover forte. Às vezes o pessoal de Iporá consegue agilizar rapidamente, outras vezes a recuperação demora horas! Qual aparelho elétrico resiste a tantas alterações? Pobre área rural. Quanto ao aspecto hídrico, este é também bem sério: como termos indústrias grandes ou de médio porte se corremos o risco de racionamento d'água?

    JClassifique: Algum aspecto a se considerar em relação a mudanças que já houveram?
    Eugênio Jardim: Sim. Vamos lá lembrando alguns pontos do que “Já houve” (como dizem muitas pessoas):
    - Agências de veículos: Mercedes, Willys Overland do Brasil, Ford, VW e Fiat. Agora temos uma nova Fiat.
    -  Cinema.
    - Depósitos: Antarctica e Coca-Cola.
    - Escritório da Celg que resolvia: hoje telefonamos em Iporá (0800 62 0196) quando temos problemas na área rural. Há muita boa vontade dos funcionários da Celg local, mas os poderes são limitados.
    - Bons restaurantes: pizzaria, churrascaria, lanchonete etc. Lembrar que muitos turistas se defrontam com empadão com pimenta e comida excessivamente engordurada. E quando vão ao mercado um pouco tarde, tudo já fechou!
    - Já tivemos excelente atendimento médico em bons hospitais. Hoje muita gente demora horas na fila e depois várias pessoas são encaminhadas para Itaberaí ou Goiânia.
- patrol da Prefeitura que atendia áreas rurais. Pagávamos o diesel e funcionário, além de fornecermos alimentação. Bons tempos, era ótimo. Nossas estradas rurais eram exemplares.
    - Alguns supermercados antigos já fecharam. Que houve?
    - Excelentes doceiras: com uma região que tem tantas frutas nativas, onde estão nossas doceiras? Hoje adquirimos doces de várias espécies produzidos em Nerópolis - GO e outras regiões!
    - Abatedouro: já tivemos o municipal e um particular, hoje se abate em Itaberaí ou Jussara. É imperativo termos um matadouro municipal, porque será que está assim?
    - Exposições agropecuárias (já comentei anteriormente).



    JClassifique: Em sua opinião, algum outro aspecto a ser considerado em relação ao apoio ao povo daqui?
    Eugênio Jardim: Sim. Veja bem minha pergunta: Por que para consertos / reparos / assistência?
    - Em tratores devemos procurar Itaberaí? Somafértil, por exemplo.
    - Em bombas d'água elétricas devemos procurar Itaberaí? Serpel, por exemplo.
    - Para instalação de poços artesianos devemos procurar Itaberaí ou Goiânia?
    - Em motores a diesel, estacionário, devemos procurar Itaberaí ou Goiânia? Já que o Sr. Irineu Molinari aposentou-se.
    - Em computadores devemos encaminhá-los para Goiânia? Não há uma só loja em Goiás - GO com farto estoque e boa oficina, ninguém que eu conheça resolve tais pendências em Goiás-GO. Vejo os escritórios e estabelecimentos de amigos encaminhando seus computadores / impressoras para a Capital.
    - Em caminhões devemos ir no mínimo até Itaberaí?
    - Em assistência médica devemos ir para Itaberaí ou Goiânia?
    - Se quisermos uma solução mais rápida para documentos devemos ir ao Vapt-vupt de Itaberaí? Por que as autoridades vilaboenses não lutam para termos um sistema desses em Goiás-GO?

    JClassifique: também em sua opinião, algum outro aspecto a se melhorar? Como?
    Eugênio Jardim: Sim. Vou fazer alguns comentários. Pode-se melhorar:
    - Repensando os investimentos principalmente na área privada para que se gerem empregos / renda no município. Temos de parar de considerar a Prefeitura Municipal como o maior empregador.
    - Aceitando-se críticas construtivas. Por exemplo, voltando ao turismo: o Brasil sediará uma Copa do Mundo em 2014, e Brasília será uma das cidades-chave. Além dos atrativos da Capital Federal, haverá ofertas de visitação em outros locais como Caldas Novas, Pirenópolis e Goiás-GO. Portanto insisto na alta qualificação de toda a estrutura turística daqui.
    - Trazendo-se um Vapt-Vupt para a Cidade de Goiás conforme já citei.
    - Estimulando alguém a abrir uma nova casa lotérica, preferencialmente no Bairro João Francisco.
    - Necessitamos de um Código de Posturas para disciplinar o uso do bem comum. Explicando: nosso pedestre muitas vezes se vê forçado a andar nas ruas porque o passeio público está “invadido” por artigos dos lojistas, como colchões e produtos agropecuários por exemplo.
    - Observando-se os mais evoluídos e procurando-se adaptar aquelas idéias que possam ser adequadas à nossa realidade, ou seja, “importando idéias”. Todos os países procuram evoluir abrindo suas fronteiras, os povos se integram, o comércio exterior aproxima os povos. Portanto, tendo-se humildade e buscando-se novos conhecimentos poderemos adaptar em Goiás - GO tudo aquilo que se considere de fator positivo para a municipalidade. No estudo de física diz-se “Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. Em administração diz-se “Nada se perde, nada se cria, tudo se copia adaptando-se caso a caso”.
    - Tem-se de eliminar a frase vilaboense “Goiás sempre foi assim, quem não estiver satisfeito que vá embora”. Já ouvi muito isto, justamente porque tenho a coragem de apresentar propostas e também porque não sou vilaboense nato, embora inúmeras gerações ascendentes paternas sejam de Goiás - GO se voltarmos até o tempo da colonização do Brasil.

    Portanto, uma frase como a citada é um absurdo, tudo nesta vida só melhora com o conhecimento que se busca nos mais evoluídos, observando a experiência dos outros. Assim vem o progresso. Se fôssemos viver numa sociedade fechada não teríamos computadores, geladeiras, TVs, carros, aviões, jeans etc., pois graças à integração dos povos é que veio o progresso, vamos ler os primórdios dos povos e comprovar isto. Indo mais além no campo da história geral, citando alguns exemplos, sabemos que graças aos espanhóis é que temos o cavalo nas Américas, é graças aos criadores de ampla visão que temos diversas raças zebuínas e taurinas e assim por diante. Temos de abrir “a mente”, nossos cérebros, e aceitar os bons conhecimentos de fora. Vale lembrar que já tivemos no passado um excelente periódico mensal, o jornal “Cidade de Goiás”. Infelizmente aquele trabalho parou devido ao falecimento do eficiente jornalista editor-responsável. Todavia se hoje temos um novo periódico, o “Jornal Classifique”, é graças ao trabalho de um jornalista goiano que não é vilaboense, assim como são de fora os três colunistas colaboradores, todos hoje interessados nas melhorias e progresso deste município.

    - No campo político, cobrando dos políticos os compromissos com o bem da comunidade que representam. Eles têm obrigação de prestar satisfações ao povo em geral, foram eleitos para isso, recebem salários com recursos que vem de nossos impostos, portanto são nossos empregados. Eles têm a obrigação de apresentar as metas mensais e anuais de trabalho, e de nos dar satisfações. Na verdade, acho que os vereadores de todo o Brasil deveriam trabalhar sem remuneração, pois antes de tudo cabe a eles o dever de amar a municipalidade e querer o melhor para a própria terra que residem bem como para nosso País . Precisamos de verdadeiros patriotas. E é a nós, os eleitores, que cabe a responsabilidade de saber votar. Em minha opinião, não havia necessidade da Lei da Ficha Limpa, a nós eleitores é que cabe única e exclusivamente a responsabilidade da escolha pois o povo tem, na democracia, o governo que merece. Quem vende seu voto não vale o que recebe, portanto nada de favores. Também cabe registrar que sou a favor do voto distrital (cabendo a um plebiscito decidir se os eleitores prefeririam o modelo simples ou o misto, o TSE haveria de esclarecer as vantagens e desvantagens de cada um).
    - No campo comercial, se o desenvolvimento comercial melhorar em bons níveis, pode-se tentar ter até um Mcdonalds em Goiás-GO pois é o tipo de lanchonete (“fast food”) que muitos turistas gostam.

    JClassifique: Qual seu vínculo com esta Cidade? O Senhor falou nos seus antepassados pelo lado paterno.
    Eugênio Jardim: Sim, posso voltar no passado resumidamente pois me faltaria memória para lhe falar de muitas gerações.
    Assim, começando pelo meu Bisavô paterno, o Coronel José Rodrigues Jardim, goiano da Cidade de Goiás (antigo Arraial de Sant'Anna, depois Vila Boa de Goyaz, posteriormente Goiás), militar do Exército, foi Presidente da Província de Goyaz (1831 / 1837) no tempo do Império. Foi proprietário de grande área rural, tradição de pecuarista que transmitiu aos seus sucessores. Criava zebuínos num sistema rústico, como era na época já que as fazendas não eram cercadas e nem divididas, as pastagens eram de livre acesso a todos.
    Já meu Avô paterno, o Tenente-Coronel Eugênio Rodrigues Jardim (06.10.1857 / 26.07.1926) nasceu na tradicional Cidade de Goiás. Militar do Exército, sempre se manteve ligado à terra natal. Em 1893 foi nomeado pelo Presidente Floriano Peixoto para ser o interventor e comandante do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro - RJ, o que lhe rendeu uma homenagem póstuma naquela cidade no bairro de Copacabana com uma praça tendo seu nome. Da mesma forma, também  no Estado de Goiás várias ruas receberam seu nome. Sendo reformado em 1905, voltou à cidade natal e dedicou-se mais à atividade rural. Acabou se envolvendo com a política estadual. Também foi Chefe da Polícia Estadual, Secretário da Agricultura, Presidente de Estado (1921 / 1923) já no Brasil República e Senador (1924 / 1926), tendo falecido atropelado na então capital federal, o Rio de Janeiro - RJ. Criativo e inovador, já naquela época importou animais das raças holandesa e zebuína, com destaque para os touros zebuinos de nomes “Noturno” (nascido em 01.05.1893) e "Dollar" (nascido em 10.07.1893) cujos certificados encontram-se arquivados na Fazenda "Mascote e Pingüim" ao lado de outros documentos históricos.

    JClassifique: E quanto ao seu Pai?
    Eugênio Jardim: Sou suspeito para falar sobre Papai, a emoção me domina. Ele foi o Coronel José Torquato Caiado Jardim (14.04.1922 / 29.12.2004), também nasceu na Cidade de Goiás, hoje Patrimônio da Humanidade. Militar de carreira do Exército, foi voluntário na FEB - Força Expedicionária Brasileira na 2a. Guerra Mundial, lutando na Itália como Comandante de Bateria de Artilharia. Herói nacional, recebeu várias condecorações, inclusive a Cruz de Combate ainda no front. Entre diversas funções exercidas, foi Comandante do Forte Duque de Caxias (Rio de Janeiro - RJ), professor na AMAN - Academia Militar das Agulhas Negras (Resende - RJ) e Diretor de Ensino do Colégio Militar de Belo Horizonte, além de exercer cargos civis no Ministério da Educação, após reformado, devido sua ampla experiência de magistério. Em 1950 adquiriu sua propriedade rural onde, em 1972, começou criteriosamente a sua seleção e criação do Tabapuã conforme já mencionado anteriormente.

    JClassifique: E quanto a sua pessoa, o que poderia nos dizer?
    Eugênio Jardim: Meu nome completo é Eugênio Lorena Jardim, nasci em 04.02.1951 no Rio de Janeiro - RJ, sou Economista e funcionário concursado do Banco Central do Brasil, em Brasília - DF, hoje estou aposentado após longos 37 anos de serviço. Embora criado e tendo residido 14 anos na Vila Militar de Resende - RJ, sempre preferi minhas férias na fazenda de Papai, tomando gosto pela vida rural desde cedo, prevalecendo o lado goiano em seu coração. Ainda menino já adquiri meus primeiros animais, aprendi bem as lições com Papai, investi no campo, desisti da carreira militar (era aluno do Colégio Militar de Belo Horizonte) e mudei para o Centro-Oeste, residindo em Goiânia - GO por 10 anos. Depois, por buscar melhoria profissional, mudei-me para Brasília em julho de 1977 para assumir função no Banco Central. Hoje todos sabem que quase semanalmente estou em Goiás-GO.

    JClassifique: Qual seu parentesco com o Prof. Eugênio Britto Jardim que foi secretário da Prefeitura na atual administração que se encerra este ano?
    Eugênio Jardim: Ele é meu Primo, nossos pais são irmãos. A propósito, é meu Padrinho de Crisma por escolha que fiz aos 18 anos de idade. Trata-se de alguém que sempre teve muita consideração com todos meus Familiares, é um amigo especial.

    JClassifique: Alguma consideração final?
    Eugênio Jardim: Sim. Não devemos ficar irritados com críticas construtivas, tudo nesta vida deve ter diálogo. Os tópicos foram apresentados  resumidamente, consolidados, e sempre estou aberto ao diálogo equilibrado. Para aquele grupo que acha que eu deveria me afastar de Goiás-GO, registro meus “pêsames”, pois, com a mentalidade que tem, são os chamados “sapos de fundo de poço”, ou seja, “não enxergam um palmo adiante do próprio nariz”, são pessoas contraditórias. A frase “Goiás sempre foi assim, quem não estiver satisfeito que vá embora” serve mais é para os que a pronunciam.

    Felizmente temos em Goiás - GO gente muito boa que poderia ser convidada para formar um grupo de trabalho, talvez até um fórum de debates, onde se elaboraria criteriosamente uma série de sugestões, idéias, enfim, tudo de positivo que possa ajudar a melhorar hoje e sempre nosso Município. Agradeço aqueles muitos que me entendem em Goiás, o mais importante é estarmos abertos ao diálogo, com disposição em ajudar ainda que discordemos uns dos outros.

    Em tempo, acho que devemos querer uma imprensa livre, com muita responsabilidade, imparcial. Nossa Presidente da República já disse ser a favor da liberdade de expressão. Não entendo porque no Brasil todo, tanto em eleições majoritárias como nas minoritárias, pode-se publicar resultado de pesquisas enquanto que, em Goiás - GO, o Editor Chefe do Jornal Classifique tenha sofrido ameaças de ser processado caso apresentasse os resultados das pesquisas que ele ordenou que fossem feitas! As urnas dirão!!
    Sr. Gessy, também aproveito a oportunidade de me permitir ser seu Editor de Economia, pois a Coluna Econômica me entusiasma. Grato pela atenção e consideração.

Por Jonathan Chaves

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