23/09 - 18:00h Coluna Econômica - Economia Rural / Agronegócio (o “marketing”)


Nos três artigos anteriores a este, atendendo diversos pedidos, abordei o título “Finanças Pessoais” (edições de maio, junho e julho). Agora retorno ao agronegócio não só porque é simplesmente o maior negócio da economia brasileira e também da economia mundial, mas também devido a ser o tema ligado à área rural, onde também labuto. Já sabemos que o “agribusiness”, como também é conhecido, é o setor que mais tem contribuído para o equilíbrio das contas externas brasileiras e atualmente é o maior negócio de nossa economia. Como o agronegócio tem se profissionalizado mais a cada dia, vamos tratar agora de “marketing” porque isto é muito importante.

As práticas do “marketing” são essenciais para agregar valor a nossos produtos, assim a correta aplicação do mesmo é indispensável. Os estudos com as grandes causas estratégicas que determinarão o desenvolvimento futuro do agronegócio no Brasil e no mundo são extremamente relevantes pois é imprescindível definir-se o que se busca, definindo-se o objetivo final a ser alcançado. Há várias regras a serem acatadas, pois hoje é preciso ser competitivo em um mundo cada vez mais fechado ao livre trânsito de produtos agropecuários.

As respostas aos problemas atuais só poderão ser encontradas por meio da união de esforços entre produtores, exportadores e poder público. São quatro os novos sustentáculos que movimentaram e mudaram o agronegócio nos últimos dez anos, e eles continuarão como uma forte tendência para o futuro. São eles: 1) “marketing” de origem; 2) guerra de percepções; 3) novo mercado real; 4) criatividade e investimentos de fundos. Estes quatro novos sustentáculos que movimentam o agronegócio globalizado constituem os aspectos que permeiam o conteúdo da nova direção, liderança e gestão do setor.

E o mais interessante: esse ambiente exige compreensão no que diz respeito aos fatores incontroláveis e ao talento para a incorporação estratégica transformada em ações controláveis dentro das organizações e das cadeias de valor. Ele exige também a grande mudança na gestão de todo o setor: o “marketing”. Nesse contexto, o “marketing” passa a ser o fator decisivo e a condição primordial de sucesso nesse que é, cada vez mais, o maior negócio do mundo: o agronegócio. De fato, podemos dizer que o agronegócio sem “marketing” é apenas agro, sem negócio, ao passo que “marketing” sem a consciência evolutiva do diálogo na sociedade vem a apresentar barreiras psicológicas justificando cercas sociológicas, políticas e protecionistas

 Assim, para fazer “marketing” em agronegócio é preciso ter o foco ampliado. É preciso abrir o pensamento estratégico e as análises de todo o perfil da cadeia produtiva na qual se está inserido para, então, aumentar a criatividade e a inovação no planejamento realizado bem como sua substância para o longo prazo e sua força tático-operacional no presente.


Colaboração enviada pelo Economista Sr. EUGÊNIO L. JARDIM (CoREcon - DF),
que também é produtor rural em Goiás – GO (sócio AGCZ / ABCZ)

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