Finanças pessoais (controle / capacidade de endividamento etc.) Parte III


O tema Finanças pessoais é muito extenso, daí que achei necessário acrescentar algumas relevantes informações neste mês, baseando-me em dados estatísticos. Apesar da melhora nos níveis de emprego e de renda, é uma surpresa comprovar que grande parte da população brasileira ainda não tem conta em banco, tem pouca reserva financeira para eventuais necessidades e há ainda o problema do crescente endividamento pessoal.

De acordo com recentes pesquisas, 78% das pessoas (considerando todas as classes na análise) preferem pagar as contas de produtos, alimentos ou serviços em dinheiro "vivo"! Mas se observarmos as estatísticas em partes, veremos que 88% das pessoas que assim procedem são de baixo poder aquisitivo e de escolarização menor, normalmente com renda de até um salário mínimo. Tal percentual cai para 38% para o grupo com mais de 10 salários mínimos. No entanto, pasmem, 36% dos brasileiros não tem conta em banco. Dos que poupam, apenas 68% optaram pela tradicional caderneta de poupança onde, entre os poupadores, 35% são homens.

Além do dinheiro, 13% usam cartão de crédito, 6% cartão de débito, 1% vale-alimentação ou refeição, e 1% emite cheques. Cabe registrar que o uso do tradicional cheque é maior em cidades pequenas, onde a aceitação do cartão (a "moeda-plástico") é menor. Nas pesquisas observou-se que apenas 5% dos entrevistados têm seguro, capitalização, previdência privada ou consórcio. Apesar da criação de sistemas mais amigáveis para atrair correntistas, os bancos não conseguiram conquistar parcela significativa dos clientes potenciais, pois muitos deles constantemente reclamam das altas tarifas bancárias e apontam a burocracia como um entrave no relacionamento. Apesar do modernismo colocado à disposição dos usuários, apenas 16% preferem o caixa eletrônico!

Atendendo aos pedidos, nas publicações de maio, junho e julho de 2012 dediquei-me ao título "Finanças pessoais". Encerrando este tema, prometo que a partir do próximo mês voltarei escrevendo trabalhos mais relacionados à área rural, conforme os seis anteriores que apresentei nas edições de novembro de 2011 até abril de 2012.   


Colaboração enviada pelo Economista Sr. EUGÊNIO L. JARDIM (CoREcon - DF),
que também é produtor rural em Goiás – GO  (sócio AGCZ / ABCZ)

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