19/04 - 19:35h - Economia Rural / Agronegócio - (alguns conceitos) = Parte II

Em seguimento ao trabalho apresentado na edição anterior, vamos continuar com alguns conceitos. Tradicionalmente o sistema econômico tem sido visualizado, para fins de análise de desempenho, como sendo formado por três setores produtivos:
a) o setor primário, que abrange as atividades vinculadas ao extrativismo vegetal, mineral e animal, e atividades ligadas à agropecuária;
b) o setor secundário, formado pelo setor de transformação industrial e de construção civil;
c) e o setor terciário, que é composto pelas atividades ligadas ao comércio, transporte e prestação de serviços.
Esta é uma classificação utilizada como referência para determinar a parcela de cada setor na formação do produto total, realizada pela Contabilidade Nacional. Na atualidade, a simples quantificação da participação de cada um dos setores produtivos não é suficiente para a perfeita compreensão das diversas dimensões envolvidas nos processos de produção, distribuição e consumo de bens e serviços. É dentro desta perspectiva que surge o conceito de “agribusiness”, expressão chamada de agronegócio no Brasil.

Podemos conceituar com duas noções básicas o agronegócio:
a) conjunto de atividades inter-relacionadas e agregadas por um ou mais critérios previamente estabelecidos. Esta conceituação compreende um recorte mais estático da realidade e tem como matriz teórica as Escolas Americanas.
b) relação multideterminada de encadeamento, coordenação ou controle entre seus vários elementos, membros ou etapas do processo. Este é um conceito derivado das Teorias de Desenvolvimento Econômico e tem como origem a Economia Industrial Francesa.
A noção de “agribusiness” foi inicialmente proposta em meados dos anos 50 nos Estados Unidos da América. Posteriormente, esta expressão foi traduzida para a literatura de economia rural brasileira sob a denominação genérica de Complexo Agroindustrial ou Agronegócio. Alguns estudiosos conceituaram Agronegócio como “a soma de todas as operações envolvidas no processamento e distribuição dos insumos agropecuários, as operações de produção na fazenda e o armanezamento, processamento e a distribuição dos produtos agrícolas”. Este novo conceito tem implicações profundas para a compreensão da organização econômica de uma região, pois é muito superior a uma mera discussão conceitual. O importante é perceber que esta conceituação surgiu inicialmente da constatação de alguns pesquisadores de que a agricultura cada vez mais se relacionava com os processos de produção industrial, a ponto mesmo de alterar a própria dinâmica do setor.

Como estou citando noções conceituais, na próxima edição abordarei tópicos muito importantes em continuidade ao presente trabalho.



Colaboração enviada pelo Economista Sr. EUGÊNIO L. JARDIM (CoREcon - DF),
que também é produtor rural em Goiás – GO  (sócio AGCZ / ABCZ / AGT)


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