10/03 - 09:40h - Coluna Econômica - Economia Rural / Agronegócio (alguns conceitos) = Parte I

Conforme conversei com nosso amigo proprietário e editor do Jornal Classifique, tenho procurado enriquecer as edições mensais, a título de colaboração, com artigos econômicos mais voltados para a área rural. Ressalto que alguns leitores sugeriram que eu apresentasse um pouco de conceitos básicos para melhor entendimento das matérias, já que sempre trato de temas específicos. Como o assunto é extenso, procurarei resumir a conceituação em duas partes a serem apresentadas em dois meses seguidos.

A definição da Economia como Ciência tem sido alvo de constante evolução e motivo de controvérsia ao longo dos tempos. Também as definições de seu objeto de estudo têm evoluído de acordo com as circunstâncias de tempo e espaço nas diferentes sociedades. Os primeiros conceitos datam de 384 a.C. quando Aristóteles definiu a chamada “Lei da Casa”, fundamentada no sistema de escambo (a troca de excedentes). Na atualidade, a Economia tem sido enfocada com um objetivo mais alocativo. Sua principal contribuição talvez seja fornecer subsídios para o estudo dos fenômenos envolvidos com a produção, distribuição e consumo de bens e serviços. Assim, compreende-se a relevância da Economia porquanto, necessariamente, os meios de produção disponíveis são sempre escassos, limitados ou finitos, enquanto as necessidades são sempre ilimitadas ou infinitas. Essa problemática se materializa no âmbito dos indivíduos, das organizações e dos governos, ou seja, em todos agentes que fazem parte do Sistema Econômico.

Os indivíduos buscam compatibilizar as suas demandas múltiplas relativamente às suas diferentes fontes de renda (salários, mesadas, juros, aluguéis, transferências e rendimentos diversos) objetivando manter, no mínimo, um equilíbrio entre gastos e rendimentos pessoais. As organizações apresentam como objetivo principal obter saldos positivos entre as receitas, oriundas das vendas dos seus produtos, com os respectivos custos de produção. Evidentemente que a diferença entre as receitas e as despesas decorrentes dos custos de produção caracteriza o chamado lucro na atividade econômica, que, em última instância, é o que todo empreendedor busca quando se propõe a produzir bens ou a oferecer serviços. Já os governos, em seus diferentes níveis, buscam obter um equilíbrio permanente em suas contas através do ajuste entre impostos arrecadados e os gastos com o funcionalismo, com a previdência e com a manutenção da máquina pública em geral. Desta forma, pode-se sustentar que o principal problema econômico se cristaliza pela inexistência de fatores de produção na magnitude demandada pelos agentes que compõem as sociedades. Este fato faz com que haja necessidade de contínua racionalização na utilização dos fatores de produção, pois, desta forma, maior e melhor bem estar social pode ser alcançado. Como a ambição humana é ilimitada, a realidade aponta para uma escassez de recursos aliada a uma infinidade de demandas, o que, necessariamente, implica na definição de prioridades.

Finalizando esta primeira parte deste trabalho conceitual, quero definir que a Economia Rural, como área de conhecimento, nada mais é do que um ramo específico da Teoria Econômica aplicado para o estudo das questões econômicas que envolvem os agentes que compõem os chamados negócios agrícolas. Utiliza as leis e métodos da Economia de forma a subsidiar a compreensão da realidade do setor primário.

Na próxima edição do Jornal Classifique continuarei a apresentar algumas definições (Parte II), inclusive falando sobre Agronegócio. Também quero registrar, agora, minha gratidão ao Sr. Gessy Chaves por me permitir apresentar trabalhos que, acredito, irão engrandecer o Jornal Classifique o qual já se destaca como importante meio de comunicação e divulgação da Cidade de Goiás e regiões vizinhas.

Colaboração enviada pelo Economista Sr. EUGÊNIO L. JARDIM (CoREcon - DF),
que também é produtor rural em Goiás – GO  (sócio AGCZ / ABCZ / AGT)

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