06/02 - 10:09h - Educação para aderindo à greve também na Cidade de Goiás

Cumprindo o prometido pelo SINTEGO, a rede estadual de ensino na Cidade de Goiás amanheceu sem aulas no dia de hoje 06/02.

Apenas o Colégio Lyceu de Goiás não aderiu à greve até o momento desta publicação. Segundo o diretor desta unidade, Willian da Silva Silvestre  ''em reunião com o grupo de professores ficou decidido em votação que  não iriam aderir à greve, e temos até quarta-feira pra definirmos se continuamos ou aderimos ao movimento''. Afirmou ele.

A paralisação foi definida por maioria absoluta porque o governo estadual achatou a carreira e retirou a gratificação de titularidade dos professores, causando prejuízos irreparáveis que, no caso dos professores com nível superior e que tinham 30% de gratificação de titularidade, ultrapassam R$ 11 mil por ano.

Além disso, as duas medidas, conforme parecer do Conselho Estadual de Educação (CEE), desestimulam o ingresso e a permanência na carreira do magistério público e trazem grandes prejuízos para a qualidade do ensino na rede estadual.

O Sintego também cobra o respeito à carreira dos administrativos, que também tiveram a carreira achatada no começo deste ano, quando o governo reajustou o salário mínimo estadual, mas não repassou o reajuste para toda a categoria e até agora não garantiu a data-base.

Mesmo com o reajuste, mais de seis mil trabalhadores em Educação têm vencimento inferior a um salário mínimo e dependem de um complemento imoral e humilhante para que o governo não fique fora-da-lei. Muitos administrativos da Educação passam a carreira inteira dependendo do complemento.

Já para os aposentados, os prejuízos são maiores, uma vez que estes não terão a chance de repor por meio da gratificação por desempenho (meritocracia) as perdas salariais originadas com o fim da gratificação de titularidade e com o achatamento salarial.

Estes são os motivos reais da greve, além de exigirmos concurso público, melhores condições de trabalho, reforma urgente nas escolas e infraestrutura. O governo se recusa a dialogar com os trabalhadores. Os projetos que destruíram a carreira do professor e desrespeitaram a do administrativo foram elaborados e aprovados sem sequer serem apresentados aos educadores.

Por todos estes motivos, os trabalhadores em Educação não aceitam nenhum tipo de pressão, pois são justas as reivindicações. Vamos utilizar nosso direito legítimo da greve.

Por:JulianaChaves
Com informações do Sintego

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