21/10 - 16:37h - Assentados constroem fábrica de polpa de frutas em Goiás (GO)


As famílias do Projeto de Assentamento (PA) Serra Dourada, no município de Goiás (GO), trabalham em ritmo de mutirão para terminar a construção de uma unidade de processamento de frutos do Cerrado. A fábrica beneficiará mais de 70 agricultores familiares e assentados de Goiás, Itaberaí e Heitoraí ligados à Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Goiás.

Financiada pela Oikos, organização internacional que trabalha no desenvolvimento de soluções sustentáveis para a erradicação da pobreza, a fábrica deve entrar em funcionamento no início de 2012 e vai extrair polpa de frutos típicos como cagaita, caju do cerrado, cajazinho, além de produtos consagrados como maracujá, abacaxi, tamarindo, entre outros .
Com a implantação da unidade de benficiamento de polpa de frutas, em construção na área coletiva do assentamento, José Osmar acredita que vai dobrar a produção de frutos. A expectativa é tão boa que o assentado está plantando 400 pés de maracujá. Para dona Divina, a fábrica vai abrir novas possibilidades de mercado para as polpas feitas na parcela. “Nossa produção vai deixar de ser caseira”, ressalta.

Já Clarice dos Reis Gonçalves da Cruz Sousa, que mora na parcela um do Serra Dourada, relata que as famílias moradoras do PA estão entusiasmadas com a fábrica e com vontade de trabalhar. “É mais uma oportunidade de incrementar a renda”, afirma. Segundo ela, a possibilidade é de aumentar em, pelo menos, um salário mínimo o rendimento familiar.

Frutas e verduras
Na parcela seis do Serra Dourada, dona Divina Imaculada da Silva Marques e o senhor José Osmar Nunes Marques trabalham no cultivo de hortifrúti em 2,5 hectares de terra. Do pomar e da área de cerrado com pés de tamarindo, manga, carambola, cajá manga, pitanga, uva e acerola, cajazinho, caju do cerrado e cagaita, o casal produz três toneladas de polpa de frutas ao ano. A renda é complementada pela produção semanal da horta que gira em torno de 500 quilos (kg) de alface; 200 kg de couve; 100 kg de cheiro verde (cebolinha, salsa e coentro); 50 kg de rúcula e de mostarda.

O casal ressalta que toda a produção é comercializada em duas feiras, dois supermercados e três restaurantes no município de Goiás, além das vendas diretas na parcela. O trabalho realizado na horta e no pomar gera dois empregos fixos para filhos de assentados e garante ao casal renda bruta de aproximadamente R$ 6 mil ao mês.

Agenda em Goiás
no sábado (1º/10), O superintendente do Incra em Goiás, Jorge Tadeu Jatobá, esteve no local e, na sexta-feira (30/09), no assentamento Mosquito, o mais antigo projeto do Estado. Na ocasião participou de reunião com cerca de 30 assentados, quando foram debatidos temas como infraestrutura, perfuração de poços artesianos e distribuição de água e titulação definitiva das parcelas dos assentados locais. No mesmo dia, uma equipe de técnicos da Divisão de Desenvolvimento do Incra/GO permaneceu no local para esclarecer dúvidas e sanar pendências.

Jatobá também participou de reunião com os alunos e professores da turma especial de Direito para assentados e agricultores familiares. O curso é ministrado pela Universidade Federal de Goiás, em parceria com o Incra, via Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), e Ministério da Educação. Neste encontro foram discutidos aspectos formais da colação de grau dos estudantes, marcada para 11 de agosto de 2012.

Por:JulianaChaves
Fonte:Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agraria

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