Fev/15 (Folhear)

Ediçoes Anteriores

Vivendo Saúde - Dra. Daíne Vargas Couto


Hanseníase: uma doença curável 

A hanseníase, antigamente conhecida como lepra, é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria denominada Mycobacterium leprae. O Brasil é o segundo país do mundo com maior número de casos da doença, só perdendo para a Índia. Mas é importante lembrar que a hanseníase é uma doença totalmente curável, e não há motivo para preconceito.
A transmissão do M. leprae se dá através de contato íntimo e contínuo com o doente não tratado. O período de incubação é prolongado, e pode variar de seis meses a seis anos. Apesar de ser uma doença da pele, é transmitida através de gotículas que saem do nariz, ou através da saliva do paciente. Não há transmissão pelo contato com a pele do paciente.
Afeta primordialmente a pele, mas pode afetar também os olhos, os nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos. O primeiro e principal sintoma são o aparecimento de manchas de cor mais clara que a pele normal ou vermelhas. Nessas áreas pode ocorrer perda de sensibilidade térmica, perda de pelos e ausência de transpiração. Quando afeta o nervo da região em que se manifestou a doença, causa dormência e perda de força muscular na área. Podem aparecer caroços e/ou inchaços em algumas partes do corpo, como orelhas, mãos e cotovelos; e pode haver alteração na musculatura esquelética causando deformidades nos membros.
O diagnóstico da hanseníase é feito pelo dermatologista, e envolve a avaliação clínica do paciente, com aplicação de testes de sensibilidade, palpação de nervos, avaliação da força motora etc.
A doença é curável, mas se não tratada pode ser preocupante por causar deformidades. O tratamento é gratuito e fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É utilizada uma combinação de medicações e o tratamento completo é em longo prazo, podendo chegar a mais de um ano.
A principal prevenção da doença é fazer os portadores de hanseníase se tratar e assim acabar com a bactéria e, consequentemente, com a possibilidade de contágio. Os familiares e pessoas próximas a um doente devem procurar um médico para avaliação, quando for diagnosticado um caso de hanseníase na família. Dessa forma, a doença não será transmitida nem pela família nem pelos parentes próximos e amigos. 

Dra. Daíne Vargas Couto
Médica Dermatologista
CRM 15012 RQE 9198
Leia mais. | comentários

Quem se importa?... Com José Maria (Pezinho)


O Carnaval serve para quê?

A mídia impressionou o povo brasileiro ao anunciar o cancelamento do carnaval em algumas cidades brasileiras, seja por motivos hídricos ou financeiros. Curioso é saber que existe um vídeo no You Tube, com aproximadamente dois anos de origem, em que a banda gospel “Diante do Trono” profetiza a falência do carnaval.
De fato alguns analistas já chegaram a afirmar que o universo dos rodeios e shows sertanejos está superando em muito em arrecadação os festivais dos demais estilos musicais, inclusive do tradicional carnaval.
Ao que parece até as micaretas, como são conhecidos os carnavais ‘fora de época’, são mais lucrativas que a folia tradicional por diminuir a concorrência entre cidades, por uma questão de datas que podem variar ao longo do ano.
Muitos empresários reclamam do número exagerado de feriados no Brasil, em comparação a outros países, mas nenhum trava mais o desenvolver da nação do que o carnaval, haja vista que as coisas só começam a fluir melhor após esta data de três dias parados (levando-se em conta a Quarta-Feira de Cinzas).
A concepção de lazer para alguns povos, como entre os franceses, por exemplo, possui um caráter bem mais prático no que se trata de aproveitar as horas de folga: apesar de terem um calendário com quatro vezes menos feriados que o nosso país, a sua carga horária trabalhista semanal é de 35 horas, sendo 7 horas por dia apenas, o que lhes proporciona 1 hora de folga a mais por dia, se comparados com a carga horária brasileira de 8 horas diárias. Logo, o trabalhador francês não acumula suas folgas em alguns dias especiais ao longo do ano na forma de feriados, e sim aproveita melhor o seu dia-a-dia com uma hora a mais para fazer o que bem quiser: clube, dormir, academia, médico, compras, estar com a família, estudar, etc.
E por que esta fórmula francesa não funciona por aqui? Seria porque a indústria do turismo poderia falir se tivéssemos menos feriados, segundo a opinião de alguns. Será mesmo? E como se explica o sucesso do turismo na França?
No Estado de Goiás, por exemplo, somente uns 5% dos municípios são de fato destinos turísticos, e entre a população destas cidades apenas de 10 a 15% de seus moradores sobrevivem desta atividade. É errôneo apostar todas as fichas do PIB de uma cidade focando exclusivamente o nicho turístico. Não é segredo para ninguém que, pelo menos no caso da Cidade de Goiás, a arrecadação gerada pelos foliões no carnaval não chega a ser tão considerável, devido a maioria destes se hospedarem na casa de parentes, abastecerem nas cidades do caminho (como em Itaberaí) e se alimentarem com comida comprada em Goiânia e preparada em casa. Neste contexto hotéis, postos de combustível e restaurantes vilaboenses podem ficar a ver navios.
Mas, sendo assim, quem realmente ganha com o carnaval? A resposta estaria no polêmico mercado ilícito informal: prostituição e tráfico de drogas.
Se não falei nenhuma novidade então já é hora de mudar as estratégias. Resta saber se as autoridades e a iniciativa privada se habilitam para tanto.

Por José Maria
Professor e Sociólogo
Leia mais. | comentários

A arte de refletir - Bispo Raimundo Aires


Princípios

Caros leitores, algumas histórias e fatos são verdadeiras pérolas esparsas, que vamos catalogando e guardando no recôndito das lembranças, e de vez em quando usamos uma ou outra.Elas embelezam a vida, enriquecem pessoas, e ensinam lições sobremodo valiosas.
 Passo então a compartilhar-lhes um fato que considero uma dessas pérolas.Trata-se de algo que li, há  muitos anos, numa revista Globo Rural, e de tão interessante que foi a leitura, guardei-a numa gaveta das lembranças, visto que a revista se encontrava na mesa de centro de uma casa onde fiz uma visita, e por um lapso de minha parte não pedi para tirar uma xerox.
Faço então a seguir uma tentativa de rebuscar nas entrelinhas da memória o máximo que puder ao recontar o que li -, o relato de um agricultor que cultivava maracujá. O mesmo, motivado e feliz por uma abundante e crescente produção, resolveu implementar algumas mudanças que deixassem sua plantação mais moderna e competitiva. Para tanto, começou por arrancar todos os troncos de madeira que davam suporte às ramificações de sua plantação, colocando em seu lugar pequenos postes de cimento, ficando na expectativa de um aumento extraordinário na próxima safra. Curiosamente, no entanto, houve uma significativa queda na produção, o que muito o intrigou.Técnicos agrícolas e agrônomos chamados para diagnosticar o problemas também se admiraram de tal fato, já que tudo estava dentro de um alto padrão de cultivo. Dentre aqueles que avaliavam o problema, alguém teve uma sábia percepção, que foi a de perguntar o que era usado no lugar dos atuais suportes de cimento, ao que respondeu o dono da lavoura ser troncos de madeira. Diante de tal resposta, o diagnóstico estava pronto:as mangangavas, abelhões que polinizavam as flores e moravam nos suportes de madeira agora substituídos, haviam desaparecido, e sem estas o prejuízo havia se estabelecido.
Que lição, queridos leitores! Embora mudanças façam parte da nossa vida, algumas coisas são como aqueles troncos de madeira, os quais representam valores e princípios que não podem ser removidos, a menos que estejamos prontos a pagar o preço de uma vida estéril.
 Finalmente, reafirmando que não temos aqui a intenção de apregoar um moralismo estático, entendo que o moderno é bom até ao ponto em que não mate as abelhas e nem faça morrer o simples.
 Desejando ter sido útil e agradecendo pela atenção, deixo-lhes votos de significativas realizações.

Bispo Raimundo Aires
Presidente da Igreja de Cristo de Goiás
Leia mais. | comentários

Coluna Direitos e Deveres - Dr. Otávio Augusto



Direito do Trabalho - Seguro Desemprego
Novas Regras 


Dr. Otávio Augusto Caiado de Castro Roma
OAB/GO - 19977

Caros leitores, em 30 de dezembro de 2014 foi publicada a Medida Provisória n° 665, alterando a Lei n°7998 de 1990, que regula o Programa do Seguro-Desemprego, alterações estas que entraram em vigor no dia 28 de fevereiro deste ano (2015).
A referida Medida Provisória alterou o artigo 3° da Lei nº 7.998 de 1990, estabelecendo novos critérios para que o trabalhador possa ter assegurado o direito à percepção do benefício do Seguro-Desemprego.
De forma geral, as mudanças trazidas pela MP 665/2014 na Lei nº 7.998 de 1990 atingem a todos os trabalhadores que estejam requerendo o benefício Seguro-Desemprego pela primeira ou pela segunda vez durante a sua vida profissional, sendo que a partir da terceira solicitação as regras permanecem praticamente as mesmas.
Os requisitos atuais fixados através da MP 665/2014 são:
Art. 3º - Terá direito à percepção do seguro-desemprego o trabalhador dispensado sem justa causa que comprove:
I - ter recebido salários de pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada, relativos:
a) a pelo menos dezoito meses nos últimos vinte e quatro meses imediatamente anteriores à data da dispensa, quando da primeira solicitação;
b) a pelo menos doze meses nos últimos dezesseis meses imediatamente anteriores à data da dispensa, quando da segunda solicitação; e
c) a cada um dos seis meses imediatamente anteriores à data da dispensa quando das demais solicitações;
(...)
III - não estar em gozo de qualquer benefício previdenciário de prestação continuada, previsto no Regulamento dos Benefícios da Previdência Social, excetuado o auxílio-acidente e o auxílio suplementar previstos na Lei nº 6.367, de 19 de outubro de 1976, bem como o abono de permanência em serviço previsto na Lei nº 5.890, de 8 de junho de 1973;
IV - não estar em gozo do auxílio-desemprego; e
V - não possuir renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e de sua família.
O intervalo entre o recebimento do benefício do Seguro-Desemprego está fixado em 16 (dezesseis) meses, ou seja, o trabalhador não poderá ter recebido o benefício nos últimos dois anos, contados da data do recebimento da última parcela do Seguro-Desemprego.
A quantidade de parcelas do Seguro-Desemprego será calculada da seguinte forma:
1ª Vez - No mínimo 18 (dezoito) e no máximo 23 (vinte e três) meses = 4 parcelas;
No mínimo 24 (vinte e quatro) meses = 5 parcelas;
2 ª Vez - No mínimo 12 (doze) e no máximo 23 (vinte e três) meses = 4 parcelas;
No mínimo 24 (vinte e quatro) meses = 5 parcelas;
3 ª Vez ou mais - No mínimo 6 (seis) e no máximo 11 (onze) meses = 3 parcelas;
No mínimo 12 (doze) e no máximo 23 (vinte e três) meses = 4 parcelas e
No mínimo 23 (vinte e três) meses = 5 parcelas.
O parâmetro que define a aplicação das novas regras do Seguro-Desemprego é a data de demissão do vínculo de emprego que o trabalhador está requerendo o benefício, sendo que trabalhadores demitidos antes da entrada em vigor das novas regras, independente da data de requisição, serão habilitados pelas regras anteriores.
No caso de dúvidas, consulte um advogado, pois este profissional está habilitado a esclarecer todas as suas dúvidas e se necessário agir assegurando o seu direito.
Leia mais. | comentários

Vilaboense estreia com empate na Copa Vale do Araguaia



                 A Copa Vale do Araguaia começou no dia 07 de marçó passado para várias equipes do Vale do Araguaia. O Vilaboense começou jogando com o time de Itapirapuã num empate. As equipes do vale estão empolgadas com o torneio. Após a partida Giovany Martins, presidente do clube disse em rede social que ‘‘o time está começando a entrosar, buscando sempre a vitória e nunca o individualismo’’
                 Da cidade de Goiás duas equipes estão inscritas para a disputa: o União e o Vilaboense. Esta última, tem no comando o experiente técnico Vereador César Caiado  (Zecão), e o presidente Geovany Martins, ambos na foto ao lado.
                 Zecão além de um grande incentivador do futebol vilaboense,  conta com o apoio da Prefeitura Municipal. E na sessão da Câmara Municipal do dia 09 de março Zecão manifestou seus agradecimentos aos comerciantes da Cidade de Goiás, bem como a várias autoridades da cidade, os quais não tem medido esforços contribuindo com o esporte na cidade.
         Lembrando que no mesmo torneio ano passado o Vilaboense (foto), foi o time vice-campeão, quando o Mozarlândia sagrou-se campeão do torneio.

Por Hygor Antônio
Leia mais. | comentários

Muita alegria e diversão em mais um passeio Ciclístico Circuito Histórico do Mountain Bike.



           Nos dias de 28 de fevereiro a 01 de março a empresa Pódium Bicicletas promoveu mais um Passeio Ciclístico Circuito Histórico do Mountain Bike. Esta edição foi 17ª do Passeio. Este percurso que leva os esportistas até o distrito de Buenolândia onde os mesmos posaram para a foto acima, e à direita o momento da saída em frente a loja Pódium Bicicleta no Bairro João Francisco na Cidade de Goiás. O evento além de promover a interação dos ciclistas traz muita satisfação aos praticantes do esporte. Segundo o coordenador do evento Aguinaldo Campelo sempre tem contado com um grande apoio.  ´´O evento foi ótimo. A alegria tomou conta do início ao fim. A chuva foi nossa companheira na largada e na chegada, nos refrescando e nos recebendo. Foram dois dias em que pudemos pedalar, divertir, apreciar as paisagens e fazer amizades. Agradecemos a todos os ciclistas que participaram, os da Cidade de Goiás e os das diversas outras cidades que vieram participar conosco. Aos das outras cidades, sejam muito bem vindos aos próximos passeios, e aos de Goiás, vamos continuar pedalando juntos. Agradecemos também, aos nossos apoios, patrocínios, amigos e à todos que contribuíram de alguma forma´´. Acrescentou Ele.




Por Hygor Antônio
Leia mais. | comentários

CEPI Professor Alcide Jubé: a história continua.


Por José Maria
Sociólogo e Professor / Diretor do CEPI

      No final do mês de Fevereiro deste ano o Governo do Estado de Goiás realizou eleições para Diretores da Rede Pública de Ensino, após três anos e meio de duração das últimas gestões.
Como em qualquer processo democrático, onde nem todos podem sair ganhando, ocorrem experiências de transferência de poder de comportamento variado, indo desde a manutenção da situação vigente, em caso de reeleição (que é algo positivo ou negativo, conforme cada realidade institucional), passando pela alternância amistosa de cargo entre as partes e chegando, até mesmo, a lamentável “política de terra arrasada”, com a concepção de que “se não pode ser meu não vai ser de mais ninguém”.
O comportamento apontado por último geralmente é percebido quando ideologias opostas se substituem nas posições de liderança. De fato, é uma estratégia sócio-política também muito utilizada no desfecho de guerras, buscando-se não deixar nada para o oponente. O povo brasileiro está habituado com tal procedimento em ocasião de posse de novos gestores públicos, seja na esfera municipal, estadual ou federal. E tão reprovável quanto tal postura de quem sai é a perpetuação da intolerância através dos atos de quem entra, quando este procura apagar de tal maneira os vestígios de seu antecessor ao ponto de eliminar não só a herança ruim como também algum legado bom que poderia ser aproveitado dando seguimento ao que deu certo. E, em tais circunstâncias, saber separar o joio do trigo nem sempre é uma tarefa fácil.
Eu, que vos escrevo este artigo, pessoalmente tive a honra de poder participar deste último pleito de diretores e ser abençoado pela aprovação de 88% dos eleitores de nossa comunidade escolar, a saber, o Centro de Ensino em Período Integral (CEPI) Professor Alcide Jubé. E venho desde já agradecer por essa vitória, primeiramente a Deus, e em seguida a nossos alunos, pais, professores e administrativos pelos votos de confiança. Os desafios pedagógicos, administrativos e estruturais são grandes, mas Deus é bom e sua misericórdia dura para sempre.
Aproveito esta oportunidade para convidar toda a sociedade para vir conhecer melhor o nosso novo modelo de escola, baseado no Programa Novo Futuro que defende a implantação das escolas de ensino médio em período integral, visando uma melhor otimização do aprendizado de nossos jovens na educação básica, conceito inclusive que é uma tendência mundial para os próximos anos. Este novo sistema nos permite certa autonomia para buscarmos parcerias  junto a sociedade civil organizada composta por empresários, artistas, atletas, intelectuais, lideranças, igrejas, autônomos, dentre outros segmentos. E por isso mesmo nossa equipe está de portas abertas para poder desenvolver junto a todos os vilaboenses essa nova página da história de nossa educação. Contamos com vocês.

Venham nos conhecer!
Avenida Professor Alcide Jubé

Contatos: (62) 3371-1216
Email: alcidejube@hotmail.com e/ou 52002594@seduc.go.gov.br

Por Hygor Antônio
Leia mais. | comentários

A Presidente do SINDIGOIÁS, e vice-Presidente da FESSPUNG Luzia Pedroso estará no México


         A FESSPUMG vai participar da Reunião realizada pela ISP- que acontecerá entre os dias 19 e 24 de Abril no México. O presidente da entidade, Mauro Zica Júnior, convidou na última sexta-feira (6/3) a 2ª vice-presidente da Federação e também presidente do SINDGOIÁS, Luzia Pedroso, para fazer parte da Delegação e acompanhá-lo neste missão.
A presidente do SINDGOIÁS ficou muito feliz com o convite e confirmou sua presença. “Será uma grande felicidade representar os servidores municipais e a FESSPUMG no México”, salientou Luzia. Ela aproveitou sua passagem pela Federação, para conversar com Mauro sobre a recuperação do PASEP dos servidores públicos municipais de Goiás.

Por Hygor Antônio.
Leia mais. | comentários
 
© Copyright Jornal Classifique 2011 - Todos os Direitos Reservados | Powered by Grupo GBC.
Template Design iNOVA Criaçoes | Desenvolvido para Jornal Classifique e Novagraf